Antagonismos

Hoje acordei feliz, com vontade de escrever, postar no blog e nas fics. Cheia de idéias, louca para chegar na faculdade e passar um tempo fazendo isso. Todo o ônibus, durante toda a viagem, estava carregado de minhas idéias, que, assim como os passageiros, embarcavam e desembarcavam de meu cérebro, algumas mais chamativas que as outras, algumas que apenas passavam. Quando desembarquei, ouvi uma música que gosto muito, mas que é triste e de repente, me senti vazia e triste, num mar de solidão, única de minha espécie. Talvez isso tenha ocorrido pelo tempo q fiquei sem ouvir música, seja por preferir as notícias e saber o q ocorre ao meu redor, seja por estar pensando em outras coisas no momento em que elas tocavam. Outro dia meu amigo chamou minha atenção quando eu tentei expressar isso : “Não se pode viver sem música”. Agora eu entendo. Ela te encontra de guarda baixa e causa o q a verdadeira arte deve causar: emoção. Eu entrei em sintonia com a música, algo q não me acontecia há alguns anos.
Em todo o caso, esse não é o assunto de minha postagem. O que vem ao caso agora é que eu só percebi o tamanho e a importância de minha alegria anterior ao sentir-me triste. Lembrei da teoria que diz que não existe A felicidade, existem apenas momentos felizes entre nossas tristezas. Meu complemento: se existisse A felicidade e vivêssemos nela, seríamos entediados, sem perspectiva do futuro, não perceberíamos o quanto somos felizes, assim como eu não havia percebido hoje de manhã. OK, OK, soou piegas, eu confesso. Mas a vida em si não é piegas?
Há algo mais ridículo que só percebermos nosso status positivo ao nos depararmos com um negativo? Me sinto viva quando estou em um cemitério, me sinto saudável ao visitar alguém ao hospital, me sinto rica ao ver os mendigos, me sinto alimentada ao ver anoréxicas, me sinto magra ao ver como fulana engordou, apenas percebo minha felicidade totalmente ao me sentir triste. Apenas temos consciência de um ao termos consciência de outro. Antagonia: eis a chave de nossa percepção.




Ps.: Quando estou triste, escrevo menos mas melhor. ;)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009 às 06:38 , 3 Comments

Valquiria não morreu!

Alguns devem ter pensado que eu abandonei o blog. SIM, É VERDADE. Tive que fazer tantas coisas, que nem tive tempo de atualizar o blog! Como minhas fãs do Fanfiction e do Floreos e borrões já estão planejando meu seqüestro pela não atualização das minhas fics, achei mais seguro dar um curto sinal de vida.

Tá com saudades da Valki?

Passa no fanfiction.net ( http://www.fanfiction.net/u/1445702/Valki_Fanto ) ou no floreioseborrões.net ( http://fanfic.potterish.com/userinfo.php?ident=18780 ) (nesse é necessário se cadastrar) e lê minhas fics (são 3, só HP - Tem porn, tem amizade e tem drama(essa tá completinha, afinal, é só uma shortfic). Já veio de lá? I'm sorry, as obrigações 1º, depois as minhas filhinhas queridas (favor, NÃO chamar o Conselho Tutelar. hausuahsuahsuahssuah)

Bjos, bjos, hastá la vista...

terça-feira, 27 de outubro de 2009 às 18:29 , 3 Comments

Políticos

"0 grande tesoureiro fora escolhido para esta função porque era perito em saltos mortais. Os liliputianos tinham adotado este curioso processo de escolher os
ministros porque julgavam que o poder não deve ser privilégio de algumas pessoas inteligentes, pois os erros de um homem honesto são menos perigosos que os atos desonestos de um indivíduo esperto demais."

(Swift, 1726)


Considerando a nossa falta de inteligência ao votar, talvez essa seja a melhor forma mesmo. Andei pensando sobre o Senado, conversando com algumas pessoas, vendo novos pontos de vista. Abaixo seguem as minhas conclusões.


Por causa do grande número de estados no Nordeste, aquela região é a que mais recebe verbas? A região Sul, Sudeste e Centro-Oeste tem 3, 4, 3 estados, respectivamente, enquanto no Norte são 8 e no Nordeste são 9. Agora, vamos brincar de somar.

3+3+4 = 10 Estados
Nordeste = 9 Estados
Norte = 8 Estados

Isso sem falar que, por causa do menor índice populacional, o voto deles tem peso maior que o nosso. Para um Senador do Rio Grande do Sul ser eleito, são necessários 4 mil, 5 mil votos. Pra um Senador nordestino, apenas mil.

Muito democrático, não?
Se o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e os outros estados nessa situação se dividissem em dois, ai sim, teríamos o início de uma democracia justa.

Além disso, o mandato de um Senador dura 8 anos. No caso da criatura morrer, a vaga é do partido e não dos mais votados entre os que não entraram (como seria num concurso público). O partido indica quem ele deseja colocar naquela vaga. Olha, eu posso ser jovem e não ter vivido a época da ditadura, mas pra mim, isso é eleição indireta.


Penso, penso, penso e me preocupo mais.
Estamos com eleições indiretas na casa que devia proteger a democracia.



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Yeda sofrendo impeachment.

Olha, só pq um bando de baderneiro que nunca vai trabalhar (todos os dias tinha alguém em passeata. Quando eles trabalhavam???????????) vai encher o saco dela e não deixa ela trabalhar, não quer dizer que seja algo democrático! São grupos que não me representam (se os professores dessem aulas ao invés de ir pedir aumentos, talvez eles não precisassem fazer greves) e que tem a cara e a coragem de dizer que representam o povo gaúcho e suas vontades. I'm realy sorry! Não creio que seja o caso, já que a tal foi eleita em eleições legais, legítimas. Se vão tentar tirar alguém do poder sempre que uma(s) panelinha(s) (que, diga-se de passagem, SEMPRE HAVERÁ pelo menos uma insatisfeita), então é melhor nem se realizar eleições.

NÃO HÁ FORMA DE CONTENTAR GREGOS E TROIANOS.

Agora, observação pessoal: SE NÃO QUERIAM UMA MULHER, PAULISTA, NO PODER, PQ VOTARAM NELA???????????

Não consigo mais acreditar na democracia, mas quando penso nos outros regimes, dou-me conta que aindaé o melhor que existe.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 às 15:04 , 2 Comments

Imagine...

Imagine que você se descobre, repentinamente, um persongem de um livro e não é senhor de seu destino!
Imagine que você se descobre um esquisofrênico e que nada a sua volta existiu. Seus amigos, familiares, trabalhos, realizações pessoais são resultados de sua mente doente e você está trancado em uma sala acolchoada em um hospital qualquer.
Ou pior, que voce é parte do delírio de alguém.
Que tudo não passa de um sonho de outra pessoa.
Sua vida depende do desejo dela.
Agora imagine que a casa que eveia defender a nossa democracia esteja cheia de gente antiética e que não respeitam a democracia.
Imagine que o grupo que mais deveria se interessar por esse assunto esta totalmente alienado.

Remente, não precisamos de mito para vermos o surrealismo presente no nosso cotidiano.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 às 16:59 , 2 Comments

Universitários

Você é um daqueles que acredita que universitários são semi-deuses? Que suas mentes são poços de sabedoria? Que suas bocas são fontes inesgotáves de saber?
Faço, então, um convite! sejam bem vindos ao Zóida Fêmea, novo blog que tem por objetivo publicar as pérolas que capto no meu radar (e sim as MINHAS pérolas também estarão lá!Devidamente assinadas).

Podem ser cosa que li, ouvi ou presenciei mesmo. Quem se importa? O legal é ver a "nata intelectual" brasileira fazendo bobagem e mostrar que eles são gente que nem a gente!

http://zoidafemea.blogspot.com/

Aproveitem

às 16:25 , 0 Comments

Se eu sonhar outra vez...

Se você fosse um sonho,
prefiriria não acordar, pois,
ao olhar pro seu lado da cama,
você não existiria lá. Quem estaria em seu lugar?
Não importa como é, jamais conseguiria te suplantar.
Se você for um sonho, vamos aproveitar, vamos passear, vamos...
Se você for um sonho, temos menos de oito horas!
Deixe-me aproveitar da sua beleza. Deixe-me ouvir sua voz rouca ao pé de meu ouvido.
Deixe-me aproveitar da pessoa perfeita que minha mente criou para mim.
O único que me faz sorrir quando vejo.
O único que me mantém apaixonada por tanto tempo.
O único que quando toca meu corpo rege uma sinfonia
de suspiros, de arfejos, de arrepios, de sussurros.
Que tira a minha atenção do que eu fazia.
Deixe-me aproveitar de nossas discussões estúpidas e inúteis
(e das reconciliações depois).
Deixe-me aproveitar do seu cheiro, sua textura.
Temos tão pouco tempo.
Ah, que triste deve ser minha vida quando acordo!
Console-me em teus braços!
Deixe-me usar seu ombro
(na altura exata para que eu encaixe minha cabeça confortavelmente)
como lugar de consolo.
Deixe-me aproveitá-lo!
O gosto de sua boca!
Por favor, meu amor, me perdoe!
Passamos tanto tempo juntos!
É meu tempo de acordar!
Meu corpo o fará, mesmo que não seja desejo de minha mente
(tenha certeza de que não o é!)
Toda a nossa história foi contada no mais belo sonho
(nossos sonhos ocorrem tão rápidos durante a noite).
Mas agora tenho certeza de que és um sonho!
Acordarei longe de ti, meu amor.
Sofrerei longe de ti.
Espero encontrá-lo no meu próximo sono.
Adeus, meu amor.





Dedicado ao meu dedicado marido (nem um acesso de romantismo acaba com meus trocadilhos). Te amo (e você sabe disso).


Valkeyria's World seu ponto de vista sobre relacionamentos



Comecei com uma dedicatória esse texto. Na verdade, ele é o "culpado" por eu não conseguir entender relacionamentos de curta duração. Qual é o problema, gente?

Um "trepada" virou mais importante do que a convivência, as descobertas, os segredos partilhados, os sonhos partilhados e arquitetados juntos?
Bom, se é isso, ME DESCULPEM! Esqueceram de me avisar e eu sou uma retrógrada,uma estupida romântica! Apenas me lembrei da frase de Saramago (por favor, não me chamem de culta, saiu no ZH ontem!) sobre os 140 caracteres do Twitter: "De degrau em degrau, vamos descendo até o grunido." Posso usar essa frase sobre nossos relacionamentos. "De degrau em degrau, vamos descendo até a gerações de proveta".

Boa sorte com suas "fodas" de fim de semana! (Usem camisinha) E batam na frente do seu PC, já que não há ninguém que estará ao seu lado para fazê-lo por você.

Pensem nisso!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 às 17:37 , 4 Comments

Correndo sem parar

Correr. Acelerar. Seguir em frente. Parar para ajudar alguém. Qual foi a última pessoa que você ajudou? Tanto conhecidos quanto desconhecidos. Você fez a diferença para alguém hoje? Ajudou com uma sacola, segurou uma porta, cedeu o lugar, ajudou um cego a atravessar a rua? Qual a sua utilidade para a sociedade. Se morresse hoje, algum desconhecido pensaria em mim? Comentaria em casa: hoje, uma moça estava sentada no ônibus e ofereceu seu lugar quando eu entrei.? Segurou minha sacola, me ajudou com a porta que estava fechando e eu não tinha mão livre para segurá-la.

Correndo sem parar. Você observa o que ocorre ao seu redor? Correndo sem parar, você lembra do que comeu ontem de almoço? Correndo sem parar, você enxerga a pessoa passando mal na rua? Correndo sem parar, você chama a ambulância? Correndo sem parar, você enxerga a criança carente, o desempregado, a mãe solteira com filho doente, você lembra que é humano?

Qual a razão da correria? Do que você tem medo? Lembre-se: vivemos em sociedade, por isso sobrevivemos mesmo sem garras afiadas, dentes aguçados, força bruta. Lembre-se: a natureza não tem compaixão dos fracos. Isso é característica humana. Exclusiva. E nós somos fracos. Tenha compaixão. Observe o que ocorre ao seu redor. Ajude com o que puder as pessoas ao seu redor. Ou corra. Nunca sabemos que predador pode estar atrás da gente.






Correndo sem parar, do Camisa de Vênus, é a pedida musical desse texto.

ValKeyria's World – cuidado com as propagandas de si mesma.
Breve, postando atualizações nas fics!

quinta-feira, 23 de julho de 2009 às 13:16 , 2 Comments

E se...

Sempre desejando abrir os olhos e conhecer a realidade, por mais doce ou amarga que ela seja. Mas...
E se tudo fosse um sonho? Será que eu ainda iria querer abrir os olhos?

E se minha vida, meu estágio, meu namorado, minha família, meus amigos...
Se eles não existissem? E se eu for como o Sábio Chinês, que não sabe se é um sábio chinês sonhando ser uma borboleta ou uma borbuleta sonhando ser um sábio chinês?

E se eu tivesse feito tudo de outra forma?
E se eu tivesse feito ouras escolhas?

E se? E se? E se?

E se eu fizer daquela forma?
E se eu fizer essa proposta?

E se existir algo tão ou mais enlouquecedor que o "e se"?







Ps: O conto do sábio chinês tem me perseguido e vocês sabem como posso ser supertisciosa quando quero. Primeiro apareceu com o Raul, depois em um livro que li recentemente (Firmin, boa pedida) e por último, um locutor de rádio. Estava na hora de encaixá-lo em algum lugar.

sexta-feira, 10 de julho de 2009 às 10:52 , 3 Comments

Blasé

Como prometido, segue abaixo! Demorou menos do que esperava.

A luz não ilumina a minha inspiração. Só a encontro com a lua, durante a noite, minha companheira. A luz não permite a imaginação. Ela nos mostra tudo e não deixa duplos sentidos. Não há surpresas. Mas o que me surpreende agora?
Um copo me acompanha, um maço de cigarros de certa marca está ao meu lado. Devo buscar minha inspiração na escuridão, entre pessoas desmaiadas e caídas, de bebida, cigarro, de qualquer coisa, como já vi milhares de vezes. A dor, o enjôo da vida ingrata, injusta, poderia nos motivar.
Descer uma escadaria. Chegar no lugar com música alta. Sempre a mesma batida, sempre o mesmo estilo, sempre as mesmas pessoas. Chegar no exibicionismo das pessoas. Vê-las tirar fotos da festa para colocá-las em um site qualquer. Vivem de fotos. E eu? Eu escrevo. Falo mal deles, ao mesmo tempo em que sou um deles. Deprimente. Mas o que mais posso fazer? Seguir uma vida na luz, na decepção? Acho uma válvula de escape.
Não há vontade de viver uma vida vazia, sem riso. Mas há motivo para riso? Não há vontade de viver uma vida cheia de risadas falsas, que terminarão junto com o efeito do álcool ou de outros narcóticos. Estamos em uma encruzilhada.
Na busca do destaque do destaque, apenas aqueles com beleza ou com dom esportivo. Um dom extremo para escrever (nem sempre, já li cada porcaria sendo editada e, pior, re-editada), para a música (já ouvi cada merda). Na busca da inspiração.
Vou à luz, vou aos lugares mais negros. Quanta necessidade de auto-afirmação. Quanta necessidade de aceitação dos outros. Dependo de um grupo, de uma sociedade falha. Me estrago, me esgoto, me veneram, me destroem.
Não há caminho, nem de ida, nem de volta. Me buscam, me exigem, me ignoram.
Vou descer as escadas. Vou descer à representação do tédio. Vou descer ao meu mundo. Vou descer á falta de mudanças, de surpresas. Vou descer ao Inferno, à falta de esperança. Vou ao desespero, ao encontro dele. É a única forma de chegar à imortalidade. À veneração externa. É uma das formas de chegar à luz da Glória, apenas para, logo depois, descer as escadas novamente, em busca de mais uma massagem no ego.



Bom, acho que consegui pensar como uma blasée. Foi difícil. Amo viver e me surpreendo com tudo. Não sigo modinhas e fico na minha, mas isso não é SER blasé. Atualmente essa é uma modinha. Para ser blasé não se pode ser blasé. Irônico. Paradoxo interessante.

Bom, esse texto é dedicado ao pessoal da faculdade, que fica se embebedando com vinho barato, fumando, sei lá mais o que (nada de acusações sem certeza), se dizendo de esquerda enquanto fumam maconha por ser uma “atitude contra o sistema”. Depois, pagam a conta com o dinheiro recebido de mesada do papai e da mamãe, vão até o carro zero “conquistado” da mesma forma e vão pra casa dormir na cama arrumada pela empregada da família. Parabéns a todos vocês!

E que se foda a briga federal que pode se armar. É o que eu mais gosto.



Ps.: Para este texto, ouvi muito “Dejá Vú”, do Poesie Noire, “Flerte Fatal”, do IRA e “Canto para minha morte”, do Raul (vocês sabem qual e, se não souberem, sumam do meu blog. Hausahsuahsuhuhs)

Beijos, amados.
Até a próxima!

quinta-feira, 9 de julho de 2009 às 11:56 , 3 Comments

Meu sonho é conseguir escrever sobre a Miséria humana. Aos que estranham a palavra ).iniciada em maiúscula, aviso que para mim ela é quase uma entidade. Aos que estranham o assunto, explico.
Todas as grandes obras, todos os clássicos, tratam sobre ela, sobre o desespero, o fim. Temos Lolita, que conta a história de um pedófilo (algo nem um pouco miserável, imagina). Temos Édipo, um caso em que o destino nos controla e não conseguimos fugir dele. Romeu e Julieta, com seu amor (amor? Atração física entre adolescentes, na minha opinião. Sei que serei linchada na rua depois dessa, mas ao menos viraria mártir e aumentaria a chance desse blog se expandir em número de leitores!), flerte fatal (trocadilho infame). Hamlet, com suas dúvidas e ruínas (dois do mesmo autor. Isso é apelação, não vale. Esses são apenas alguns exemplos que me passam na cabeça, mas existem milhares (leiam os russos e todos aqueles da região e cortem seus pulsos). Kafka sempre ganhou de mim. Nunca terminei “A Metamorfose” nem “O Processo”.
A tristeza alheia, sua dor, sofrimento, nos acalenta. Existe algo pior que minha vida. Não nos interessa se é ficção ou realidade. Somos abutres. A felicidade nos enoja. Apenas a aceitamos quando é uma comédia, como as comédias românticas Holliwoodianas ou, voltando a Shakespeare, “Sonhos de uma noite de Verão”. Mas desses dois exemplos, só um é clássico.
Começam a concordar comigo?
Aos autores sem sensibilidade à dor, sobram os blockbusters e a auto-ajuda. Deus, me proteja de tão baixo nível! Modinhas passageiras. A dor é universal, existe até em universos paralelos, como os de Tolkien. A solidão também. Sofrer por amor, a angústia, indecisão, carência. Todos estão em todas as culturas. Quem não quer ser imortalizado pela arte, sua arte? Kafka, não o queria, mas não o respeitaram, ainda bem! É o único que me venceu três vezes! Me deu um Perfect! Lolita quase conseguiu também, mas quase não é o mesmo que conseguir. Quando eu digo “me vencer”, sempre me refiro à livros que eu peguei por livre e espontânea vontade, mas não o terminei. Não me venham com aquelas leituras obrigatórias de colégio e vestibular. Raríssimas pessoas tem paciência com eles. Talvez, se não fossem obrigatórias...
Estou me escapando do assunto de novo ou será que é ele que escapa de mim? Minha megalomania aceita apenas a primeira opção. Como um assunto teria tamanho poder sobre mim, seria tão mais inteligente que eu?
Solidão. Me lembrou “Firmin” de Sam Savage, ótima recomendação do meu amigo livreiro de Nova Petrópolis (também de propaganda se vive, mesmo essa sendo gratuita). A solidão derivada do conhecimento e cultura em demasia. Já escrevi sobre isso, lembram? Não sou a única que pensa assim. Cultura demais, muitas leituras = vácuo. Ninguém te entende. E o autor retratou exatamente isso! O prazer e a solidão derivados da leitura.
Viram? SOLIDÃO! O gancho que eu precisava para retomar o curso desse texto. Hahaha! Sou mais poderosa que ele (pequeno acesso de megalomania. Espero não ter assustado ninguém e que o mesmo já tenha passado).
A Miséria humana é o segredo. Próximo texto, será sobre um artista com atitude blasé! Um texto se forma na minha cabeça, mas aqueles que acompanham minhas fics sabem que o parto sempre é difícil e doloroso. Até conseguir escrever ele, esqueçam atualizações, leitores de meus textos.
Qual a razão de um Artista blasé, vocês se perguntam. Bom, é alguem que se decepcionou com a vida, alguem beirando a letargia. Alguém morto, da mesma forma que eu não quero ser, como foi dito no meu último texto. Um “alternativo”, com todo o peso que esse grupo carrega, mas sem seu lado positivo. Beirando a miséria.

Beijos, até lá!
(Meu Deus, com esse texto, cheguei ao fundo do poço! Propagandas e Ganchos!)

Valkeyria's World! Cuidado com vender suas idéias!

domingo, 5 de julho de 2009 às 11:34 , 11 Comments